segunda-feira, março 31

antes que mais me alguém me perceba mal

hoje à tarde, falei aqui de uma coisa que aconteceu cá em casa, mas acho que talvez me tenha feito entender mal, desculpem! é assim, o meu pai ontem chegou a casa bêbedo, é um facto. mas ele não é bêbedo, aliás, ele raramente bebe. e quando o faz, bebe pouco e aguenta bem. aliás, tenho um tio com esse problema, e o meu pai está sempre a recriminá-lo. 
o problema aqui não foi o meu pai beber. ele que faça da vida dele o que quiser, desde que não me afecte a mim ou à minha mãe, a única pessoa que me interessa verdadeiramente nisto tudo. isto é, o verdadeiro problema foi ele ter bebido enquanto a minha mãe está assim, sem saber se eu seria capaz de tratar dela sozinha. por acaso, consegui, mas podia não ter conseguido. 
de qualquer maneira, muito obrigada a todas as mensagens de apoio!

domingo, março 30

é sempre assim

quando pensamos que uma pessoa não nos pode desiludir mais, ela faz sempre o favor de nos surpreender. 
sinto-me tão mal quando falo do meu pai, porque sei que outras pessoas, que gostavam muito dos seus pais, já não os podem ter consigo. e se calhar, agora estão a ler isto e estão a rogar-me pragas por estar a pensar assim, como que a desperdiçar uma vida. 
o problema é que parece que os verdadeiros pais, aqueles que merecem o nome, são os que desaparecem mais cedo, como que para fazer as pessoas verem o valor da vida. mas quando o nosso pai nos deixa sozinhos em casa com a minha mãe, sabendo que ela está imobilizada e que eu nunca a ajudei sozinha, vai para o café gastar dinheiro em cervejas e chega a casa bêbedo, acham mesmo que tenho algum interesse por ele? por acaso, sozinha, consegui ajudar a minha mãe a levantar-se e a andar, mas e se não conseguisse? ele esteve fora de casa quase 4 horas! ou então se quando ele chegasse a casa, se eu não conseguisse sozinha, ele deixasse cair a minha mãe, quando a fosse ajudar a levantar? além do mais, se eu digo que vou, por exemplo, jantar com os meus amigos ao macdonalds (e logo eu, que como sempre o mais barato, o happymeal) ele manda-me logo a dica a dizer que temos que poupar, mas ele pode ir para o café ver futebol e embebedar-se? quando chegou, topei logo que ele tinha bebido e perguntei-lhe se ele não achava que devia ter bebido menos um bocadinho e ele começou-se a rir. 
no dia do pai, até lhe desejei um feliz dia, mas não senti nada do que disse. a verdadeira família é aquela que nós escolhemos, não aquela que nos é dada. 

só tolos

na quinta-feira, fui sair com as minhas amigas e nem imaginam o que me aconteceu. ia a atravessar a estrada, quando passou um carro e alguém de lá de dentro me atirou um balão de água. fiquei toda molhada e desatei aos berros, fiquei furiosa! 

quarta-feira, março 26

só queria adormecer e acordar no fim-de-semana já na terrinha

finalmente acabei o trabalho! hoje bati um recorde pessoal: consegui acabar de ler um artigo de quase 20 páginas (já tinha lido quase metade) em inglês, tirar notas, sublinhar, compreender e fazer um powerpoint mais ou menozinho, que é só para juntar ao do outro artigo, em apenas algumas horas, em menos de um dia. comecei à meia-noite até às 5h da manhã, voltei hoje às 11h30 e acabei há minutos. adorei saber da parte da A, que trabalha comigo no grupo, que "o artigo já está encaminhado", por isso já não precisamos da reunião de hoje. claro que está encaminhado, claro que está! tínhamos combinado que íamos todos ler o artigo, analisá-lo em conjunto, e como ninguém se chegou à frente, sobrou para mim, por isso está encaminhado, está, pois fui eu que o encaminhei, ora! 
adiante, agora só tenho que preparar melhor as notas e começar a estudar, que a apresentação é amanhã.

é verdade, hoje havia praxe. mas como tinha isto para fazer, já tinha dito que não podia ir. era a primeira praxe a que eu ia faltar, fui a todas as praxes, acho que fui a única de todas as caloirinhas, aliás. no entanto, o curioso é que sempre que eu precisei de faltar, alguém morreu e foi declarado luto académico e portanto já nem tive de faltar, porque também já não havia (para quem não sabe, quando é declarado luto académico, não pode haver praxe). e foi o que aconteceu hoje! estou com um bocado de medo, acho que nunca mais quero ter 'que fazer' à hora da praxe, se não ainda morre toda a gente aqui em coimbra! 
a primeira vez foi quando marcaram a praxe para uma quinta-feira de manhã, mas eu não podia, pois o senhorio tinha combinado com o electricista vir cá a casa a essa hora e tinha ficado eu de o receber. o que aconteceu? alguém morreu e a única coisa a que faltei foi ao convívio, pois, como já tinham as coisas marcadas, foram na mesma, mas só conviver. a segunda foi há pouco tempo. estava na associação académica à espera para comprar o bilhete da queima, que estava mais barato. entretanto, é declarado luto e eu safo-me. na verdade, à hora que saí da associação já nem tinha ido era a praxe nenhuma, que estava atrasadíssima. e bom, hoje foi a terceira vez. como disse à minha madrinha, isto vai soar muito mal, mas parece que foi mesmo para eu nem ter que faltar!

05:15

são estas horas da madrugada e eu estou aqui acordada a morrer de sono. hoje tive frequência e por isso ontem fiquei até às 3h a estudar, hoje estive a fazer um trabalho e é até estas horas, ainda bem que amanhã não tenho aulas, só mesmo uma reunião por causa do trabalho. já disse como odeio trabalhos de grupo? aiiiiiiii, odeio trabalhos de grupo! hoje andei cheia de frio, em casa até vesti um casaco fofinho e quentinho de andar por aqui.

editado: são 11h (já acordei há uma hora) e estou obviamente a morrer de sono e com zero vontade de estudar! este vai ser um dia loooooooongo, muito longo!

sábado, março 22

custa tanto

quando a pessoa que mais gostamos na vida, nos diz que se sentem como se um camião lhes tivesse passado por cima. naquele momento, só queria trocar de lugar com ela, nem imaginam! estive uma hora com as mãos a tremer de nervosismo, mas não saí da beira dela.

sexta-feira, março 21

as perspectivas da coisa

hoje foi dia de voltar à terrinha. quando cá cheguei, estava a chover. e como só trouxe o guarda-chuva partido, não ia dar muito jeito segurar um guarda-chuva todo desconjuntado e ainda andar com a mala, fui de táxi. só tinha 5 euros e não queria levantar mais, e como não me lembrava se chegavam, pois achava que era pouco, fui perguntar a um taxista se chegariam para chegar à minha rua. "Chegam, chegam. Há pouco dinheiro, não é?". a mala está na bagageira, eu já entrei no carro e um bocadinho de conversa de circunstância. o carro é todo moderno e tem um visorzinho dentro daquela caixinha atrás do volante e lá lia-se: Falha no lado direito. Visitar Oficina. a verdade é que os 5 euros chegaram. não sei se me fez o favorzinho por estar a chover e eu só ter 5 euros, para não ir a pé com a mala - o que duvido muito -, ou se dá desconto por sujeitar os clientes a viajar em condições pouco seguras. 
enfim, não sei se hei-de ficar contente, por ainda haverem boas pessoas, ou preocupada, por haver quem não se importe de transportar pessoas com o carro estragado.