quarta-feira, março 19

um feliz dia do pai

para os verdadeiros pais! porque ser pai não é só fazer um filho e depois mandar umas quantas regras para o ar e esperar que façam tudo o que queremos e como queremos. ainda bem que não são todos assim e ainda há muitos bons pais por aí, pelo menos é o que dizem. um feliz dia a esses pais!

domingo, março 16

sábado, março 15

espero que seja para ficar

o tempo está tão bom que...
eu já não me importo de lavar a loiça com água fria, de dormir sem meias, de dormir com pijamas fininhos, de dormir sem o cobertor ou de nem usar o meu casaco fofinho da Women's Secret de andar por casa por cima do pijama! ahhhhhh que bom, adoro acordar e ver o sol a entrar-me no quarto pela janela! acordo tão mais bem-disposta e cheia de energia. estou em casa, mas apetece-me sair, apetece-me ir passear pelo parque verde, comer um gelado, ir fazer coisas, sei lá... pena que tenha que estudar e fazer limpezas!
também ficam bem-dispostos como eu, ou sou eu que exagero? :p

quinta-feira, março 13

são só uns dias, a sério

começa a preparação para os trabalhos e as frequências, enquanto me tento pôr a par de todas as aulas. são uns dias um bocadinho mais ocupados e, por isso, não me tem dado muito jeito vir aqui, nem sequer para aceitar os comentários. leio rapidinho as vossas publicações e começo logo a trabalhar. 
volto rápido, espero eu! 

quinta-feira, março 6

nem tudo é cor-de-rosa

ao final de mais de 6 meses a viver com outra pessoa que não os meus pais, começam as pequenas coisinhas. eu sou daquelas pessoas que não consegue passar muito tempo com a mesma pessoa sem me irritar e começar a embirrar. tento controlar-me, porque isto não é simplesmente um fim-de-semana que fui passar fora com os meus amigos. e logo eu que gosto tanto de deixar as coisas claras e sem dúvidas. na verdade, eu não sei quanto tempo vou acabar por viver com ela. 
a L gosta muito de dizer que trabalha muito em casa e que sabe mais do que eu sobre tarefas domésticas. até pode saber, que eu em casa nunca fiz grande coisa, admita-se. mas a verdade é que aqui não o faz. só muito de vez em quando se lembra de fazer a sua parte das tarefas domésticas. a minha sorte é que até nem deixamos a casa muito suja, se não eu estava lixada. se por acaso, tenho uma semana mais ocupada e não me dá muito jeito fazer as limpezas nessa semana, vem logo perguntar-me quando vou fazer a minha parte. para além de que quando é assim, tento não sujar muito, para depois não deixar muito que limpar. 
em casa, como sou filha única, sempre estive habituada a estar em paz no meu quarto. o meu pai, de vez em quando, lá me ia chatear um bocadinho (sempre disse que ele mais parecia meu irmão mais novo), mas não me mexia nas coisas nem se metia no que eu estava a fazer. já a L, que tem uma irmã com a qual se dá muito bem, é o contrário. foi habituada a saber tudo o que a irmã está a fazer e a irmã a saber dela, igualmente. por isso é normal que ela aqui faça o mesmo. ela gosta muito de contar lá as suas histórias e como está habituada às suas conversas com a irmã, noto que conta as coisas de modo a que eu faça sempre mais uma pergunta, coisa que nem sempre acontece, porque em casa, sempre me habituei a estar muito calma, no meu mundinho, o meu quarto e, por isso, não tenho muita curiosidade por coisas sem muito interesse. ainda por cima, quando sou eu a contar ela nem presta muito atenção. também já reparei que a L é daquelas pessoas que tem sempre uma história melhor do que a nossa. sabem quando contam aquele fim-de-semana altamente que tiveram e há sempre alguém que chega e conta um ainda melhor? pois ela é assim, só que tenho a impressão que muita coisa é inventada. chega a casa e se eu estiver no computador, vem logo ver (quando estou aqui, tenho logo que minimizar a página!) e até quando estou a estudar vem ler os meus apontamentos. quando vem ao meu quarto, vai ver o meu armário, os meus acessórios, a minha roupa, etc, etc, e comenta tudo obviamente. utiliza a minha loiça quando ela tem coisas iguais arrumadas. há coisas que só uma é que tem, por exemplo, só ela é que tem colher de pau, e usamos sempre a dela, só eu é que tenho uma faquinha para barrar a manteiga, usamos sempre a minha (embora, muitas vezes, eu para usar a minha própria faca, tenha tido que a lavar, porque ela a usou primeiro; com a colher é diferente, a colher, normalmente só usamos uma vez por dia, mas também lavamos logo a seguir a comer e é quase sempre para as duas, por isso, à partida, a outra não vai precisar de a usar no momento). mas as duas temos panelas e, já não é a primeira vez que ela usa a minha, sendo que as delas estão lavadas e arrumadas. além disso, eu trouxe televisão para cá, e ela não. então vem muitas vezes para o meu quarto e senta-se na minha cama. não me importo, obviamente, se fosse o contrário, também gostava que me deixassem ir ver televisão, de vez em quando. só que tudo junto, já é outra coisa, muita coisa. 
pronto, e depois disto tudo, imagino que pareça que sou uma colega de casa muito chata, muito cocózinha, como costumo dizer. se calhar sou, mas todos temos aquelas pequenas coisinhas que nos irritam. e a mim irrita-me que invadam o meu espaço pessoal e que mexam nas minhas coisas sem pedir, ou que sejam demasiado curiosos sobre a minha vida. eu valorizo muito o meu quarto, gosto muito dele. aqui ou na terrinha, sempre passei muito tempo no meu quarto (agora, lá, não passo tanto tempo no quarto, porque vou para a sala ver televisão), porque é o nosso espaço, onde estão as nossas coisas e, portanto, gostamos, eu pelo menos gosto, de estar lá em paz sem nada para nos chatear!
mas atenção, eu gosto muito dela. é muito simpática e boa rapariga e nunca tivemos problemas graves (os que falei em cima, são coisas do dia-a-dia). depois do que contei, pode não parecer, mas ela até é prestável e trabalhadora. só que é difícil no auge da nossa juventude, sair de casa e ir viver com pessoas que não conhecemos, enquanto estamos na nossa vidinha de estudante e criatura social. apesar de tudo, tive muita sorte com o que me calhou, que tenho muitas amigas que se queixam dos seus colegas. a L é minha colega e, acima de tudo, é minha amiga, porque nos damos bem. problemas há em todas as relações e com certeza também os teria se a minha melhor amiga viesse viver comigo. 

quarta-feira, março 5

viva às segundas oportunidades

já tinha ouvido esta música aquando da morte de Mandela, já que a música é sobre ele, e não tinha gostado muito. mas na segunda-feira, quando vi os Óscares em resumo e com legendas na tvi, voltei a ouvir a música e gostei muito dela. 
aqui está Ordinary Love, dos U2. gostam? 

terça-feira, março 4

não percebo

hoje às 9h da manhã, as ruas de Coimbra estavam desertas. achei estranhíssimo, até porque a minha rua a essa hora (ou melhor, a qualquer hora) está sempre entupida de carros. para além disso, um café que eu nunca vi fechado - a não ser de madrugada, claro - estava fechado. as lojas da baixa, fechadas. as cantinas, para muita surpresa minha, ao 12h30 não estavam a abarrotar. a reprografia a que eu costumo ir também estava fechada. depois à tarde, quis ir à toga, perguntar se podia levar lá a minha capa para elas cortarem, porque não quero que ela arraste no chão, e bati com o nariz na porta. 
foi quando cheguei a casa e contei à minha colega de casa sobre a vontade de tanta gente em ir trabalhar hoje que ela me lembrou que hoje é uma espécie de feriado. e porque é que eu nem me lembrava? porque eu, ao contrário dos meus amigos, que estudam no porto, não tive direito a férias. e que bem que me calhavam a mim, visto que à quarta-feira não tenho aulas e quinta só tenho à tarde, era quase uma semana de férias. mas não percebo. não percebo como no antigo feriado do dia de Todos os Santos, dia em que muitas pessoas iam aos cemitérios ver familiares, toda a gente trabalha, mas quando é para festejar, já está tudo fechado. foi a crise, que já passou. é que eu, que tenho o meu avô enterrado em trás-os-montes, já não o posso ir ver nesse dia, que como podem imaginar é demasiado cansativo ir e vir no mesmo dia e ainda estar um bocadinho com o resto da família, portanto o feriado sempre servia para alguma coisa.
não me interpretem mal. não estou a dizer que agora se deve acabar com todos os feriados de festa e ficarem só os religiosos (logo eu, que sou ateia!). estou a dizer que se é para acabar com os feriados, é para acabar. não acabem com os mais importantes e depois deixem estes! é que eu até compreendia se estivéssemos a falar de Estarreja, Ovar, Torres Vedras e todos esses sítios onde o Carnaval é vivido à grande! agora, em Coimbra? não vi nem criancinhas mascaradas, mas enfim.