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sábado, fevereiro 15

coisas da vida

não ligo muito ao dia dos namorados, nem mesmo na única vez que namorei por esta altura. estivemos juntos e ele deu-me uma prenda (mesmo depois de eu ter insistido que não havia prendas!), mas era um dia normal. enfim, para quem liga, espero que tenham tido um feliz dia de S.Valentim! 
hoje fiquei a manhã toda na cama e que bem que me soube! é aproveitar, enquanto o semestre não enlouquece.. agora vou despachar uma coisa que estava a fazer para uma cadeira e depois a ver se vou ao shopping aproveitar o resto dos saldos. já sei que não devo encontrar nada de jeito, mas pelo menos poupo a carteira!
e o vosso sábado como vai ser? 

quinta-feira, fevereiro 13

na terça-feira, comprei o bilhete para a queima das fitas. já comprei porque a associação estava a fazer uma promoção e por isso estive o dia todo na fila e almocei às 6h da tarde! ontem fui comprar o traje, ou melhor, a capa e batina! levei a minha madrinha de praxe comigo e, como lhe disse que tinha que me tirar fotos para a minha mãe, parecia um verdadeiro papparazzo. pena estar cheia de olheiras, porque só tinha dormido 4 horas (fui sair com as As e a minha colega de casa, cheguei às 4h porque tinha aulas de manhã e saí às 9h - não é muito mais do que costumo dormir normalmente, mas também não vou sair todos os dias!). ainda me falta comprar a pasta, mas não devo comprar para já, porque só a vou usar no 2ºano, portanto, não vale a pena gastar já esse dinheiro! já guardei religiosamente a minha nova aquisição no armário! acho que o casaco me fica um bocadinho 'saco de batatas', mas como fiquei com as costas largas da natação, o número anterior também não dava. a capa também me fica enorme e se não lhe fizer umas dobras no pescoço vou andar sempre a cair! à vinda para casa, vinha eu com a minha saquinha e a sorrir que nem uma parvinha!
hoje, como as minhas amigas aqui de Coimbra são açorianas, vamos sair e festejar uma tradição delas: o dia das amigas, o "dia em que até as casadas saem para a noite e festejam loucamente"! mais uma vez, amanhã tenho aulas às 9h30, mas cheira-me que vamos fazer directa. 

segunda-feira, fevereiro 10

Mestrado Integrado em Psicologia na Universidade de Coimbra - o primeiro semestre

li o texto da Carolina e o texto da Ju e decidi fazer também um texto sobre o meu curso na minha faculdade, explicar em que consiste o primeiro semestre do primeiro ano.
então, neste primeiro semestre, tive cinco cadeiras: estatística I, história e epistemologia da psicologia, raciocínio e linguagem, neurociências do comportamento e bases biológicas do comportamento. uma das coisas que menos gostei foi não ter nenhuma cadeira relacionada com psicologia, propriamente. isto é, era tudo coisas para nos apoiar na nossa formação de psicologia.
estatística I serve o propósito de nos ajudar com os relatórios que vamos ter de fazer na tese do mestrado. não tem nada que explicar. temos aulas teóricas e aulas práticas: nas teóricas, o professor explica a matéria; nas práticas fazemos exercícios da matéria em computadores, pois temos de trabalhar com um programa de computador. é basicamente o excel, mas diferente. fiz duas frequências e passei à cadeira com 11. 
história e epistemologia da psicologia acho que foi o cadeirão do semestre. pronto, são dois professores. um para a parte da história e outro para a parte da epistemologia. história da psicologia, como o próprio nome diz, é a história da psicologia. estudamos quando surgiu, quem, onde, este influenciou aquele e criou isto, como, quando, porquê. enfim, é história, nada de mais. já epistemologia, ainda hoje não sei bem o que é. deve ser por isso que tive de ir a recurso! mas bom, é um pouco de filosofia (interrupção de mais de 12 horas, porque, entretanto, falhou a luz, devido ao temporal, depois fui dormir e de manhã vim para Coimbra). a epistemologia é o estudo das ciências e, neste caso, da psicologia enquanto ciência. acho que talvez esta seja a cadeira que tenha mais psicologia. fiz um trabalho a história, ao qual tirei 11, um exame para as duas cadeiras, reprovei, fui a recurso e ainda não sei a nota, por isso, ainda não sei se passei. 
raciocínio e linguagem é mais para quem quer seguir a parte da investigação. demos raciocínio nas aulas práticas e linguagem nas aulas teóricas. em raciocínio, fizemos um trabalho e falamos dos processos de raciocínio (também aqui tinha um pouco de filosofia), como por exemplo, a dedução e a indução. em linguagem, estudámos os processos de linguagem, a área do cérebro em que se desenvolve, a sua evolução, etc, etc. como já disse, fiz um trabalho na parte do raciocínio, ao qual tirei 15, fiz uma frequência, à qual tirei 8. passei com 12, e como me pareceu pouco, tendo em conta a nota do exame, fui tentar melhorar, mas ainda não sei a nota. 
neurociências do comportamento é o estudo do cérebro, que pode exercer influência no nosso comportamento. não há muito a dizer: estudamos as áreas, as funções do cérebro. nas aulas teóricas, era basicamente, dada a matéria. nas aulas práticas, apresentavam-se os trabalhos e por isso só fui a duas aulas: à primeira e naquela que eu apresentei o trabalho. os trabalhos eram sobre uns artigos de experiências, por isso a matéria não era avaliada nas frequências. fiz duas frequências, tive 13 na primeira e 6 na segunda (tive pior nota na que estudei mais e me correu melhor, ainda nem sei como). tive 15 no trabalho. passei com 14, até agora é a minha melhor nota e nem tentei melhorar, porque ainda hoje não sei como é possível ter tirado 13 na primeira frequência, eu não sabia nada e só copiei duas ou três perguntinhas. esta foi a minha cadeira odiada durante o semestre, depois, na época de exames, porque ainda não tinha experimentado estudar para isto, passou a ser a história e epistemologia da psicologia. 
bases biológicas do comportamento era a par de neurociências o meu bicho de sete cabeças. não tinha biologia ou ciências desde o 9ºano, odiava esta área. falámos da biologia celular e da genética do ser humano e da sua influência na pessoa; serve também para termos uma base de biologia, quando, no futuro, no caso de vir a ser psicóloga clínica, saber falar com pessoas doentes e saber explicar-lhes o porquê das suas doenças - claro que os seus médicos já lhes falaram disto, mas muita vezes as pessoas precisam de acompanhamento psicológico, e é importante sabermos do que estamos a falar. nesta cadeira, dividiu-se o semestre em dois: na primeira parte, demos biologia com duas professoras. uma para as aulas teóricas, onde ela explicava a matéria; outra para as aulas práticas, onde falávamos do mesmo, mas com uma maior interacção da nossa parte e na qual até fizemos uma visita de estudo a um laboratório de citogenética da faculdade de Medicina de Coimbra. na segunda parte do semestre, foi a vez da genética: com um professor, nas aulas teóricas, onde também se explicava a matéria; e com uma professora nas práticas. fiz um exame, mas tive 9 e não passei, fui a recurso e subi para 10. milagre, nunca mais toco naquilo, não me atrevo!
no segundo semestre, que, para mim, só começa amanhã, pois não tinha aulas hoje, vou ter estatística II, motivação e emoção, percepção e atenção, ciências sociais e neuropsicologia. posso já dizer que estatística II é, nada mais, nada menos, que a continuação de estatística I, no primeiro semestre. este ano até calhou o mesmo professor nos dois semestres; e neuropsicologia é um pouco como neurociências, mas talvez mais incidente na própria da psicologia, ou seja, a falar da tal influência do cérebro no comportamento, e também calhou este ano ser o mesmo professor nos dois semestres. 
que tal? espero que tenham gostado!

quinta-feira, fevereiro 6

o último esforço

é amanhã. é o último exame e, por isso, a partir das 6h, mais ou menos, estou de férias. só serão 4 míseros dias, quase como se fosse só passar o fim-de-semana a casa, mas paciência, só espero que compense. mais uma vez, não estudei mais, estudei melhor. tentei não me limitar a ler rápido para ler mais vezes, mas sim ler devagar para perceber melhor. amanhã vejo se resultou. antes do exame ainda vou ver algumas perguntas de exame.
talvez à noite vá sair com a A e a O, que já andam a insistir comigo há tanto tempo. 

sábado, fevereiro 1

o tal assunto

hoje foi mais um, para mim, um dos candidatos a cadeirão do curso. sinceramente, nem sei como correu. como, aliás, todas provas. a não ser que me corra muito mal ou muito bem. apesar de ainda ter outro na 5ªfeira, sinto-me quase de férias. é apenas uma melhoria, mas tive negativa, portanto, é mesmo para subir.
e agora, apesar de já estarem fartos, o prometido é prometido, por isso...
confesso que, antes da faculdade, sempre que me falavam na praxe, não ficava muito entusiasmada e até pensava que ia experimentar uma vez e ficar por aí, por não gostar. mas sempre disse que antes de tomar qualquer decisão, ia experimentar. porque falar sem saber é a pior coisa que podem fazer, e tanta gente o tem feito, ultimamente. se não, porque outra razão, diriam, quando digo que não gosto de tremoços e nunca provei, que primeiro tenho de experimentar? é a mesma coisa. continuando, e, de facto, o primeiro dia de praxe foi terrível, odiei. depois de uma aula-fantasma, obrigaram-nos a andar de quatro, enquanto eles nos iam tapando o caminho com as capas deles, sobre o chão da nossa faculdade, que não é de algodão nem gomas, (mas parece mesmo o chão da rua), e enquanto iam cantando uma música terrível que nunca mais me esqueço ("morte ao caloiro, o caloiro vai morrer"), num ritmo assim tipo ritual vudu. passámos o dia inteiro com eles. ao almoço, nem sequer consegui comer em condições, tudo sem jeito e à pressa. bom e antes que pensem que mudei de opinião, lembrem-se que nem tudo o que parece é. é normal que no primeiro dia eles queiram parecer maus, talvez para nos assustar. a partir do segundo dia, tudo mudou. como sabem, estudo em Coimbra, e no nosso código da praxe, não é permitido a humilhação. acho que com todas as reportagens, já perceberam o que é o código da praxe. cada universidade tem o seu, e depois, mais particularmente, cada faculdade e cada curso têm as suas praxes habituais. na minha praxe, não temos de olhar para o chão. as nossas doutoras (porque a praxe em Coimbra é sexista e apenas sou praxada por doutores homens se me voluntariar) não querem que as reconheçamos pelos sapatos, mas sim pelos olhos e por isso olhamo-las nos olhos. gostei de ouvir isto, soou-me bem, mas só compreendi realmente quando uma amiga minha, praxada no Porto, me disse que um doutor lhe disse uma coisa qualquer na praxe e que ela nem sequer sabe quem é porque tinha de lhe olhar para os sapatos. achei isto mesmo estranho, e fiquei orgulhosa e contente da minha praxe tão boa, tão humana, mal seria se assim não fosse num curso de Psicologia. lá, a praxe serve para integrar, não para sujar. e por isso, na UC (sim, porque já vi caloiros sujos nos Politécnicos, eles têm o seu próprio código), não há caloiros sujos, com merda, relva, comida, o que seja. a não ser claro, que, mais uma vez, se voluntariem, como a minha colega de casa que quis entrar num lago todo sujo. para quem tem dúvidas da tão falada integração, a praxe integra mesmo. experimentem ir estudar para fora, onde não conhecem ninguém, onde não é o vosso 'habitat natural' e por isso não se sentem tão à vontade como em casa. na nossa cidade, quando temos momentos mortos, ou nem temos momentos mortos, sabemos onde ir, o que fazer e com que ir. numa cidade nova, não conhecem nada. é verdade que a pessoa de quem sou mais próxima em coimbra, a minha amiga mais próxima em coimbra, não a conheci na praxe e sim antes da aula-fantasma, mas na praxe quase nunca a vejo. eles fazem jus à integração e sabem mais ou menos com quem costumamos andar por isso nos jogos que fazemos na praxe, mudam-nos sempre de lugar e metem-nos com pessoas que não conhecemos. claro que não excluímos alguém anti-praxe, tenho, aliás, vários colegas anti-praxe, com quem falo muito, e claro que não és um 'forever alone' se te tornares anti-praxe, apenas o processo de conhecer alguém, na praxe, é muito mais rápido, imediato. na faculdade, estamos ali para estudar, ninguém vai querer saber se és anti-praxe ou não, a não ser, de facto, para saber se 'vamos juntas para a praxe?'. fazemos jogos onde temos de saber quem são, o nome do cão, do periquito, do peixe, do gato, o passatempo preferido da avó e que cuecas usou na segunda-feira (são exemplos, obviamente). temos, por exemplo, de interpretar outros caloiros. fizemos até, uma vez, uma espécie de praxe solidária, no natal. fizémos umas lembrancinhas, postais com desenhos nossos, origamis com o tema de natal, frases de natal, e fomos para a rua entregar às pessoas. fazemos despiques entre cursos (acho que esta é a minha parte preferida, decoramos músicas, letras, graças e gritamos a mostrar a força do nosso curso), fazemos brincadeiras como ir ao MacDonalds e gritar Burguer King ou gritar Pizza Hut no Mr. Pizza. até já fiz praxe em pijama! uma vez, mandaram-me ir procurar formigas fêmea e matá-las com gritos; quando um doutor me viu especada a olhar para uma árvore, deu-me uma ajudinha e fui dizer à doutora que só tinha encontrado formigas macho (ela ficou espantada, não estava à espera. ela queria, na verdade, que eu a surpreendesse, acho que ela nem tinha pensado na resposta, deu o 'enunciado' e pronto); e outras tantas, em que tínhamos de tirar outro sentido à coisa. não sei se viram uma notícia na sic sobre a praxe em coimbra, onde falaram do código, das trupes e das praxes.. falaram duma dos seios, fizeram-me essa praxe no dia das matrículas, logo assim. o lema dos caloiros no meu curso é "quando um caloiro se fode, fodem-se todos", ou seja, uma ideia de 'estamos todos juntos nisto, por isso, vamos lá pensar em conjunto e estar unidos'. a praxe que me deixou mais com esta ideia foi uma em que cada caloira recebeu uma carta de um baralho e não podíamos mostrar a ninguém. mandaram-nos juntar todos os Áses e entregar. como é que era possível? basicamente, tínhamos de 'desrespeitar' a ordem das doutoras e mostrar umas às outras e descobrir. elas queriam-nos mostrar que nem sempre o óbvio é a resposta, 'então afinal as doutoras, a quem deveríamos 'obedecer', agora vamos desrespeitá-las?'. quando a um caloiro é-lhe pedido que faça alguma coisa, os outros não devem ficar a olhar, devem fazer com ele; quando um caloiro é castigado, os outros sofrem o castigo com ele; já perceberam? nunca estamos sozinhos, por isso esforçamo-nos para que ninguém sofra por nossa causa, por chegarmos atrasados, por exemplo. nem tudo são rosas. por vezes, custa, obviamente, quando nos dizem algo injusto (quando num grupo grande, me mandaram calar e eu nem sequer estava a falar, apeteceu-me responder, mas fiquei calada), quando temos de ficar de quatro ou em posição de descanso de castigo. mas compensa tanto no final, a sério. quanto à questão de eles nem quererem saber de nós, é mentira (falo do que conheço, obviamente). no primeiro dia de aulas, esqueci-me do porta-moedas em casa, e, em praxe (sim, que, como já tinha dito, a praxe foi o dia todo, até no almoço) uma doutora emprestou-me dinheiro para almoçar. quando querem que nos sentemos no chão, oferecem-nos as suas capas para não nos sujarmos; arranjam sempre maneira de não termos de ir sozinhas para casa à noite(fui dormir a casa da minha madrinha na primeira noite que saímos e ainda nem nos conhecíamos bem); quando está a chover e estamos ao ar livre, elas levantam logo as capas e chamam-nos para irmos para debaixo delas enquanto vamos para um sítio coberto; enfim, mil exemplos... nunca fui obrigada a fazer nada nem nunca disse que não faria isto ou aquilo, porque também não precisei. nunca nos foi pedido nada surreal, absurdo, como coisas sexuais, que era um dos meus maiores receios. nem está em questão se sou cocózinha ou não, mas há atitudes e momentos certos e estes não combinariam. não consigo tirar da cabeça o momento em que estava em praxe e olho para o lado e está outro curso (em dias de chuva, os cursos estão todos ao monte) também na praxe e os rapazes estão a fazer pudim danone. na minha praxe, perguntam-nos constantemente se estamos bem - fizeram, até, uma vez, uma caixinha de sugestões -, dizem-nos que ninguém nos obriga a estar ali e que podemos ir embora a qualquer momento e voltar ou não, e que devemos ler o código praxe, é a nossa defesa, a nossa salvaguarda de muitos desses abusos que se sabe.
quanto aos que dizem que é difícil dizer não à praxe: não é, nunca experimentei, mas sei que se um dia tiver de ser vou recusar uma praxe, por respeito a mim, ao meu corpo e à minha dignidade. aliás, se não são capazes de dizer não a uma brincadeira nos vossos 17, 18 anos, se não têm essa capacidade, essa maturidade, se calhar também ainda não é altura de estarem na faculdade. há quem queira acabar com a praxe. não percebo porquê. a tourada, que também é uma tradição, infelizmente, mata pessoas (que sabiam o risco que corriam e por isso, não tenho pena nenhuma) e animais (esses sim, tenho pena, que ninguém lhes perguntou se queriam estar ali). falam da humilhação em andar com roupas esquisitas e pinturas na cara no cortejo, e eu pergunto-lhes o que faziam no carnaval ou no dia das bruxas em pequeninos. e sim, estou ansiosa por trajar, mas não por praxar. vou fazê-lo, obviamente, quero fazê-lo, nem que seja uma semana, mas acho que vou gostar mais de ter sido praxada do que praxar. veremos... enfim, tanto a dizer para tão pouco espaço... espero que tenham fica com uma ideia do que eu sinto pela praxe. para quem é anti-praxe, está, obviamente, à vontade para comentar e deixar a sua opinião. não quero exagerar, por isso, não vou comentar a situação do meco, para além de que não estive lá. 
bem, se eu pagasse por letra... parabéns aos corajosos que chegaram aqui, tomem lá um caramelo! 

sábado, janeiro 25

queria tanto

escrever aqui um texto sobre a praxe. a explicar que a praxe não é aquilo que a comunicação social passa para o mundo. a explicar que uma praxe pode significar muito para alguém que vem de outra cidade e é uma maneira muito mais fácil de conhecer logo tanta gente. queria tanto escrever aqui esse texto, mas um texto a sério. mas com os exames... enfim, nem vale a pena dizer que estou farta de estudar, ter a sensação que já sei aquilo (apesar de não saber, se não não precisava de ir a recurso) e sentir que não queria nada deixar isto para o ano. 
portanto, fica aqui prometido que depois dos exames vou escrever aqui esse texto. quero que ouçam outras perspectivas para além das reportagens de hoje, que só pude ver um bocadinho e estou à espera que as metam na internet para ver na íntegra, e das crónicas todas e dos textos todos anti-praxe. por favor, não fiquem com uma ideia de uma coisa que pode ser tão boa, se for da maneira certa, sem terem experimentado e realmente não gostar. 

sexta-feira, janeiro 24

já podia estar de férias

hoje foi o último exame da época normal e já podia estar de férias, mas não estou. ainda tenho dois recursos para fazer, na próxima semana. 
depois da frequência, estive em casa da A, com a O e o D, a ver filmes e a comer gelado. vimos o Lifeguard (é mesmo muito estranho o raio do filme, mas não é mau, vá) e o Borat (já vi este filme duas vezes e continuo a adorar e a partir-me a rir a cada coisa que ele diz).
amanhã de manhã queria ir correr para desanuviar disto tudo, mas lembrei-me que não tenho a depilação feita (pelos vistos, o urso não hiberna no inverno). portanto, vou tratar desse pormenor amanhã e sempre aproveito para recomeçar o estudo a sério de BBC e sábado vou correr. mas vou mesmo, ou então se me apetecer muito, ainda vou amanhã à tarde. é que ando com uma vontade enorme de fazer exercício, vê-se mesmo que deixei o ginásio. ainda procurei nos meus antigos ginásios de lá da terrinha se havia alguma maneira que se adaptasse à minha nova vida, mas ou não havia, ou era muito caro. e exercício ao ar livre tem sido difícil, visto que o tempo não ajuda nada! 
e agora vou tratar dos comentários, antes que se acumulem, para depois começar a ler os resumos.

quarta-feira, janeiro 22

parece que nunca mais acaba

na quinta-feira tenho uma frequência e, por isso, vim hoje para coimbra. devia estar a estudar, mas estou cheia de dores de cabeça (o habitual), portanto, devo só ler um bocadinho as folhas antes de dormir. a ver se não me deito muito tarde, ou pelo menos não tão tarde como tenho feito. 
p.s. não gosto nada de vir ao blog pelo telemóvel, nem consigo ver bem os vossos blogs e claro que não dá tanto jeito... não sei se isto é mesmo assim ou do telemóvel, mas não gosto, enfim . 

sábado, janeiro 18

enfim

gostava que as minhas amigas não ficassem diferentes, não se afastassem de mim só porque fui estudar para fora e só posso estar com elas a cada 15 dias (quando não tenho que estudar). mesmo não estando a minutos delas todos os dias, tento fazer tudo para que isso não aconteça, claro que não falo tanto com elas como antes, mas tento fazê-lo. e não sinto o mesmo da parte delas, é pena. 

quinta-feira, janeiro 16

acho que a pressão no nível mais avançado dos exames logo assim de repente estava em letras pequeninas na folhinha da matrícula

para o meu pai, continuo na primária. ele continua a achar que eu não sei estudar, que ao final de 12 anos seguidos a estudar sem nunca reprovar e pouquíssimas negativas em testes e só uma na pauta, a educação visual, acho eu (a professora era uma velha rezingona!), o meu método, o mesmo de sempre, nunca resultou. e, portanto, quando chego a casa de fim-de-semana, supostamente para descansar - e estudar também, claro! - e ele me pergunta como correram os exames e eu disse que já vou a recurso a duas, começou logo a opinar. está sempre a dizer que tenho de estar calma, que os nervos não me levam a lado nenhum, e depois é o que se vê. eu já me sinto mal o suficiente por começar o curso logo com 2 recursos. mas não é, de certeza, uma coisa assim tão má. acho que toda a gente já os fez, é uma coisa normal, se fosse tudo assim tão fácil, nem sequer eram necessários, não existiam. 
e com isto, desatei a chorar, mais uma vez! eu nem sou pessoa de chorar, ou mostrar demasiado os sentimentos, mas em 3 dias já saíram daqui as verdadeiras cataratas do Niágara. 
enfim, o meu pai é o meu pai. o que me valeu foi a minha mãe, a quem liguei logo para me acalmar. obrigada mãe, és linda! 

terça-feira, janeiro 14

isto hoje não me correu muito bem

de manhã, já parecia que estava a adivinhar, mais valia era ter ficado na cama, como estive quase quase para fazer. no exame de hoje, só fiz metade. deixei história, porque não sabia nada, e fiz epistemologia. não sei para quê, que agora tenho de ir a recurso às duas. quer dizer, eu já estava à espera disto, andei tão cansada a fazer resumos e tudo, que quando chegou a hora de estudar a sério, não estava em condições. 
agora à tarde, quando já me tinha passado um bocadinho a neura de de manhã, eis que são lançadas as notas de biologia. 9, tive 9. dizia admitido e primeiro fiquei confusa, mas passei e é o que interessa. liguei à minha madrinha para me esclarecer as dúvidas e afinal reprovei, foi o que foi. liguei à minha mãe a contar e desatei a chorar. 
recursos de bases biológicas e história & epistemologia me esperam para os dias 27 e 31. mas agora é estudar para raciocínio e linguagem que a frequência é já na próxima semana. não posso ter mais um para fazer em recurso, ainda por cima, ia-me estragar aqueles 10 dias de férias em fevereiro que tanto quero! 
e os vossos exames, para quem os tem? 

domingo, janeiro 12

contagem decrescente para o desespero

estou exausta, cansada, farta! já desde o início dos exames que só me deito depois das 2h e agora com este exame de terça-feira, há três dias seguidos tem sido sempre depois das 4h e acordo às 10h, ou tento. ando a coca-cola, redbull e vitaminas que a minha mãe me comprou para a concentração. enfim, tudo por causa de um exame 2 em 1. são duas cadeiras numa, História e Epistemologia da Psicologia. é tanta coisa para tão pouco tempo, para além de que até agora só ainda tenho feito frequências e exames de escolhas múltiplas e este não vai ser um desses. já avisei a minha mãe que vou a recurso, estragando-me as minhas lindas férias, que há tanto tempo desespero. e o pior é que a minha colega de casa está igual, portanto podem imaginar que esta casa está alagada de pessimismo. 
enfim, se entretanto não morrer de desespero, na 3ªfeira venho cá dizer como correu. se mal ou muito mal... 

quinta-feira, janeiro 9

já quase que é rotina

já passa das 3h30 da manhã e eu só me vou deitar agora. estive a estudar história. estou um bocado atrasada nas coisas, porque eu só gosto de estudar a esta hora, está tudo mais calmo e parece que me sinto mais pressionada. 
hoje à tarde fui lanchar com a A. precisava de sair um bocadinho, arejar as ideias, se não também dou em doida com tanto estudo. enfim, vou é preparar-me para dormir, se não amanhã nem consigo acordar cedo para quê?... para estudar, óbvio.

é verdade, alguém já provou red bull? o que acharam?

segunda-feira, janeiro 6

olha que bom

finalmente o professor de Estatística decidiu lançar as notas. não disse as notas das frequências, só disse a nota final. fiquei com 11. se estivesse no secundário, estaria, neste momento, quase a bater-me a mim própria, por uma nota tão baixa, mas neste momento, na faculdade, estou tão aliviada, nem imaginam. é verdade que, mesmo assim, ainda podia ser um bocadinho mais alta, mas estou tão contente. para o primeiro ano e tendo em conta que a minha organização, este semestre, não foi a melhor, foi mesmo muito bom. mas pronto, o próximo vai ser diferente, vou-me preparar melhor. para além de que esta nota final, imagino que seja uma média das notas das duas frequências, por isso não foi assim tão mau - agora espero é que não tenha tirado negativa numa delas. 
e pronto, assim já são duas cadeiras feitas em 5 - Neurociências com 15 e Estatística. as outras são por exame.
o exame de hoje, correu-me mais ou menos, mas estou confiante. vamos lá ver se esta confiança está certa...
bem e agora vou estudar para o exame de História e Epistemologia da Psicologia, que ainda estudei pouquinho e o exame é na terça-feira. 

domingo, janeiro 5

ai ai

que medo! amanhã, às 11 horas, estarei a começar o meu exame de Bases Biológicas do Comportamento. é o meu primeiro exame, só espero que corra bem. é totalmente aquilo de que eu sempre fugi. no 10º ano, a par dos meus resultados e da minha preferência por línguas, foi o facto de não me dar nada bem nas ciências, que me fez escolher Humanidades. por isso, nada de bom pode sair daqui. 
enfim, o que for será... desejem-me boa sorte! 

sexta-feira, janeiro 3

agora é quase sempre assim

hoje vim para Coimbra. tenho exame na segunda-feira e precisava de estar dois dias a estudar, sem os meus pais, os meus amigos e todas as minhas coisas, por perto. 
estou tão cansada, tão cheia de sono. hoje, na viagem, vim a estudar. quer dizer, vinha, porque depois o marcador de sublinhar começou a falhar e então guardei o manual, porque eu quero aquilo sublinhado. tirei o meu caderno de resumos para ler, mas depois pensei que ia só encostar a cabeça 5 minutinhos. quando dou por ela, já tinha passado uma hora e já estávamos na penúltima paragem. nem quero imaginar as figuras que devo ter feito! enfim.. entretanto, em casa, arrumar as coisas todas, almoçar, ir às compras e descansar um bocadinho, ainda não estudei mais nada. ai, porque é que eu tinha que ser tão preguiçosa? ou então, que fosse preguiçosa, mas que soubesse tudo, que percebesse tudo num segundo. era tão bom!

segunda-feira, dezembro 30

socorro

aqui estou eu rodeada de sebentas, livros, cadernos, folhas de biologia e genética. mil folhas, zero vontade. estou tão farta de estudar! quando estou a ler, penso que até nem estou assim tão mal, que sei algumas coisinhas, pequeninas mas sei. mas o problema é que não me parece que seja isto que os professores vão meter no exame. supostamente, isto que eu sei, já os outros, que vêm da parte das ciências no secundário, sabem. ou seja, o que eu sei são as bases, ou melhor, nem isso, são as bases das bases. é que eu tenho o dobro do trabalho, visto que venho de humanidades.
a minha conclusão é: ou isto me vai correr muito mal, ou vai correr muito bem. nem tenho direito a meio-termo.
enfim, estou tramada.
boa sorte, para quem também tem exames e não pode aproveitar as férias! os meus pêsames!

Bem melhor

aqui estou eu, na minha casa nova. sou a mesma pessoa, vou falar das mesmas coisas. tudo na mesma. a única coisa diferente é a promessa de que vou tentar dedicar-me mais aqui ao bebé. 
bem, já me conhecem, sou a Margot, do Porto, mas em Coimbra, a estudar Psicologia. 
tenho andado a estudar, pois tenho 3 exames em Janeiro e o próximo é já dia 6, de Biologia, por isso tenho que me aplicar. hoje nem estudei assim grande coisa, porque já estou farta, tenho estudado quase todos os dias e sempre a deitar-me, mais ou menos, a esta hora. é que depois de estudar, nunca resisto a vir um bocadinho ao computador. e até quando fui passar o Natal aos meus avós tive a estudar. e se já estou assim com isto, nem quero imaginar nos próximos 5 anos.. enfim, estou cansada!