ao final de mais de 6 meses a viver com outra pessoa que não os meus pais, começam as pequenas coisinhas. eu sou daquelas pessoas que não consegue passar muito tempo com a mesma pessoa sem me irritar e começar a embirrar. tento controlar-me, porque isto não é simplesmente um fim-de-semana que fui passar fora com os meus amigos. e logo eu que gosto tanto de deixar as coisas claras e sem dúvidas. na verdade, eu não sei quanto tempo vou acabar por viver com ela.
a L gosta muito de dizer que trabalha muito em casa e que sabe mais do que eu sobre tarefas domésticas. até pode saber, que eu em casa nunca fiz grande coisa, admita-se. mas a verdade é que aqui não o faz. só muito de vez em quando se lembra de fazer a sua parte das tarefas domésticas. a minha sorte é que até nem deixamos a casa muito suja, se não eu estava lixada. se por acaso, tenho uma semana mais ocupada e não me dá muito jeito fazer as limpezas nessa semana, vem logo perguntar-me quando vou fazer a minha parte. para além de que quando é assim, tento não sujar muito, para depois não deixar muito que limpar.
em casa, como sou filha única, sempre estive habituada a estar em paz no meu quarto. o meu pai, de vez em quando, lá me ia chatear um bocadinho (sempre disse que ele mais parecia meu irmão mais novo), mas não me mexia nas coisas nem se metia no que eu estava a fazer. já a L, que tem uma irmã com a qual se dá muito bem, é o contrário. foi habituada a saber tudo o que a irmã está a fazer e a irmã a saber dela, igualmente. por isso é normal que ela aqui faça o mesmo. ela gosta muito de contar lá as suas histórias e como está habituada às suas conversas com a irmã, noto que conta as coisas de modo a que eu faça sempre mais uma pergunta, coisa que nem sempre acontece, porque em casa, sempre me habituei a estar muito calma, no meu mundinho, o meu quarto e, por isso, não tenho muita curiosidade por coisas sem muito interesse. ainda por cima, quando sou eu a contar ela nem presta muito atenção. também já reparei que a L é daquelas pessoas que tem sempre uma história melhor do que a nossa. sabem quando contam aquele fim-de-semana altamente que tiveram e há sempre alguém que chega e conta um ainda melhor? pois ela é assim, só que tenho a impressão que muita coisa é inventada. chega a casa e se eu estiver no computador, vem logo ver (quando estou aqui, tenho logo que minimizar a página!) e até quando estou a estudar vem ler os meus apontamentos. quando vem ao meu quarto, vai ver o meu armário, os meus acessórios, a minha roupa, etc, etc, e comenta tudo obviamente. utiliza a minha loiça quando ela tem coisas iguais arrumadas. há coisas que só uma é que tem, por exemplo, só ela é que tem colher de pau, e usamos sempre a dela, só eu é que tenho uma faquinha para barrar a manteiga, usamos sempre a minha (embora, muitas vezes, eu para usar a minha própria faca, tenha tido que a lavar, porque ela a usou primeiro; com a colher é diferente, a colher, normalmente só usamos uma vez por dia, mas também lavamos logo a seguir a comer e é quase sempre para as duas, por isso, à partida, a outra não vai precisar de a usar no momento). mas as duas temos panelas e, já não é a primeira vez que ela usa a minha, sendo que as delas estão lavadas e arrumadas. além disso, eu trouxe televisão para cá, e ela não. então vem muitas vezes para o meu quarto e senta-se na minha cama. não me importo, obviamente, se fosse o contrário, também gostava que me deixassem ir ver televisão, de vez em quando. só que tudo junto, já é outra coisa, muita coisa.
pronto, e depois disto tudo, imagino que pareça que sou uma colega de casa muito chata, muito cocózinha, como costumo dizer. se calhar sou, mas todos temos aquelas pequenas coisinhas que nos irritam. e a mim irrita-me que invadam o meu espaço pessoal e que mexam nas minhas coisas sem pedir, ou que sejam demasiado curiosos sobre a minha vida. eu valorizo muito o meu quarto, gosto muito dele. aqui ou na terrinha, sempre passei muito tempo no meu quarto (agora, lá, não passo tanto tempo no quarto, porque vou para a sala ver televisão), porque é o nosso espaço, onde estão as nossas coisas e, portanto, gostamos, eu pelo menos gosto, de estar lá em paz sem nada para nos chatear!
mas atenção, eu gosto muito dela. é muito simpática e boa rapariga e nunca tivemos problemas graves (os que falei em cima, são coisas do dia-a-dia). depois do que contei, pode não parecer, mas ela até é prestável e trabalhadora. só que é difícil no auge da nossa juventude, sair de casa e ir viver com pessoas que não conhecemos, enquanto estamos na nossa vidinha de estudante e criatura social. apesar de tudo, tive muita sorte com o que me calhou, que tenho muitas amigas que se queixam dos seus colegas. a L é minha colega e, acima de tudo, é minha amiga, porque nos damos bem. problemas há em todas as relações e com certeza também os teria se a minha melhor amiga viesse viver comigo.
mas atenção, eu gosto muito dela. é muito simpática e boa rapariga e nunca tivemos problemas graves (os que falei em cima, são coisas do dia-a-dia). depois do que contei, pode não parecer, mas ela até é prestável e trabalhadora. só que é difícil no auge da nossa juventude, sair de casa e ir viver com pessoas que não conhecemos, enquanto estamos na nossa vidinha de estudante e criatura social. apesar de tudo, tive muita sorte com o que me calhou, que tenho muitas amigas que se queixam dos seus colegas. a L é minha colega e, acima de tudo, é minha amiga, porque nos damos bem. problemas há em todas as relações e com certeza também os teria se a minha melhor amiga viesse viver comigo.
li tudinho! eu também tenho esse problema com a privacidade, depende muito das pessoas também mas eu sou tal e qual a ti (:
ResponderEliminarSe até em casa com a nossa família encontramos divergências no modo como gostamos de nos organizar, imagino que com alguém que não conhecíamos de ponta nenhuma também aconteça. As pessoas é que têm que ir falando, entendendo-se e tentando encontrar um meio termo para que ninguém se chateie ou caia em cima do outro... ^^ mas lá está, vai sempre haver um dia em que não há paciência ou tempo para as lides domésticas.
ResponderEliminarSe eu fosse como a minha família passava o dia de esfregona na mão, e isso não acontece e até acho que me desenrasco bem :P
força :D
r: é mesmo!
ResponderEliminara única diferença que notei nestas mini-férias (que não tive), foi o facto de os autocarros não irem completamente a abarrotar de pessoas de manhã... quanto ao tempo, normalmente só ficam 5min. parados a fazer tempo, às vezes dá jeito para o conseguirmos apanhar ahah
Vou viver com a minha melhor amiga em Setembro e já me avisaram sobre essas chatices do dia a dia :s
ResponderEliminarNem sempre é fácil viver com outras pessoas. Há sempre conflitos :)
ResponderEliminarAiai, estou para ver quando for a minha vez. Só queria viver sozinha para não ter problemas desses, porque eu sou como tu ou bem pior quando toca a pequenas coisinhas que me irritam. Conheceste a L quando foste para a faculdade? Pergunto isto porque em princípio vou sozinha e tenciono encontrar lá alguém com quem possa partilhar a casa.
ResponderEliminara mim dá-me jeito porque costumo apanhar sempre dois autocarros, e se o segundo não esperasse, provavelmente não o conseguiria apanhar :)
ResponderEliminarR: exatamente!
ResponderEliminarÉ verdade, quando passamos a viver com uma pessoa a tempo inteiro as coisas mudam e os conflitos surgem mais frequentemente. É normal. Tenta falar calmamente com ela e explicar-lhe o que aqui escreveste.
ResponderEliminarBeijinho*
A minha colega de casa transformou-se rapidamente na minha melhor amiga. O facto de sermos do mesmo curso e por isso termos sempre montes de assuntos e amigos em comum também ajudou. E eu sou como tu, também me farto um bocadinho das pessoas mas depois passo um fim-de-semana sem ela e sinto logo saudades, por isso acho que o que te acontece a ti tbm é perfeitamente normal xD
ResponderEliminarR.: ahah, realmente :D Nem me lembrei...
ResponderEliminarÉ muito complicado ir viver com desconhecidos! Mas é uma questão de manter a calma e tentar conversar com as pessoas sobre aquilo que nos chateia :) *
ResponderEliminarainda bem! R: eu até percebo, porque sou mesmo de Coimbra e já ando de autocarro há algum tempo :)
ResponderEliminarr: tens razão e é muito importante entrar num curso que gostemos, mas também é muito bom acabá-lo e ter trabalho na área
ResponderEliminarR: Sim, ainda funcionam :) *
ResponderEliminarHá sempre estas "pequenas" coisas que acabam por aborrecer mas, parece-me que uma simples conversa pode resolver algumas coisas :)
ResponderEliminarR.: Há muito que o meu pai não me perguntava por namorados :p mas está sempre a dizer que eu e um amigo meu ficávamos bem juntos xD
R.: há mais pessoas que dizem que ficamos bem, ele está "sempre" a dizer que se que quiser, "coisa e tal" xD mas é tudo brincadeira, somos grandes grandes amigos ^^
ResponderEliminarfazem mesmo! acho que só quando formos mães é que vamos perceber muita coisa.. r: acho que não fazem o sentido contrário, fazem o mesmo percurso, mas é como se começassem de novo.. sinceramente não sei, mas nunca me atrapalhei muito. Nunca experimentei os do Porto, por isso não sei ahah :)
ResponderEliminarpois, nesse aspecto também concordo, as minhas colegas de curso estão sempre a perguntar-me coisas sobre os trajectos ou o tempo que os autocarros demoram, mas nem eu sei ao certo! ahah
ResponderEliminarquanto a isso também acho, ainda há muitas arestas para serem limadas :)
ResponderEliminarr: Exato e o que hoje tem alguma saída no nosso país, pode não ter quando eu acabar o curso, portanto o melhor é seguir algo que realmente goste. Fizeste muito bem em seguir aquilo que te fazia e te faz feliz, porque apesar de provavelmente não conseguires emprego na área (espero estar errada), estás naquilo que gostas.
ResponderEliminarr: e agora se calhar estão muito mais felizes por teres seguido humanidades e agora estares onde estás, com a motivação que tens. Não, não sou daquelas pessoas muito "marronas", fico-me pela licenciatura e no máximo pelo mestrado.
ResponderEliminarnão acho que sejas uma "cocozinha" como referiste , apenas estas habituada ao teu mundo , ao teu sossego e convives agora com uma rapariga que está habituada a um meio diferente! São divergências do dia , e tens razão ! Há colegas de casa , que são de outro mundo , vejo muitas blogger's a queixar-se :o
ResponderEliminarsigo*
r. Eu sei que tens razão mas é uma situação que me assusta um pouco (:
ResponderEliminarÉ normal que, sendo filha única, te custe habituares-te à presença constante de alguém na tua vida. Mas vais ver que com o passar do tempo te habituas, basta teres paciência. *
ResponderEliminarDeixa lá, aqui por casa também já começaram...
ResponderEliminareu não conseguia viver com ela!
ResponderEliminarBloguinho novo, segue, bjinho http://apartirdas7.blogspot.pt/
a verdade é que nem sempre é fácil viver com outras pessoas, há sempre alguns conflitos. mas desde que sejam coisas trívias não há grande problema...
ResponderEliminarhttp://ummarderecordacoes.blogs.sapo.pt/
Talvez daqui a uns tempos já te tenhas habituado a essas situações. :)
ResponderEliminarIsso são pequenos nadas...
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